quinta-feira, 2 de abril de 2026

Votos de Páscoa feliz

 


Em nome de toda a equipa da Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas do Cadaval, desejo a todos uma boa Páscoa.

O projeto “Miúdos a Votos” - Biblioteca Escolar

 


                   Vídeo do Projeto Miúdos a Votos realizado com os alunos do 1.º ciclo  do Agrupamento de Escolas do Cadaval

Olá Primavera - Deuses e deusas da Primavera



Imagem criada com recurso à IA (chat GPT)


 O nascer da primavera sempre foi mais do que uma simples mudança de estação; representa, em múltiplas culturas, um momento de renovação, fertilidade e reequilíbrio entre forças naturais.


Na tradição da mitologia romana, a primavera está profundamente associada ao mito de Prosérpina. Filha de Ceres, Prosérpina foi raptada por Plutão e levada para o mundo subterrâneo. A dor de Ceres, deusa das colheitas, mergulhou a Terra na esterilidade. Contudo, um acordo entre os deuses permitiu que Prosérpina regressasse à superfície durante parte do ano. Esse regresso marca o início da primavera: os campos florescem, as sementes germinam e a vida reaparece, como resposta à alegria da mãe e da filha reunidas.

Já na mitologia egípcia, o ciclo da natureza é explicado através do mito de Osíris. Assassinato e desmembrado por seu irmão Set, Osíris foi recomposto por Ísis, sua esposa. A sua ressurreição simboliza o renascimento da vida e está intimamente ligada ao ciclo anual das cheias do Nilo, que fertilizavam as terras e permitiam o florescimento das culturas agrícolas. Assim, tal como a primavera, Osíris representa a vitória da vida sobre a morte e da ordem sobre o caos.

Entre estas narrativas, distintas no tempo e no espaço, encontra-se uma mesma ideia: a primavera como promessa. Não apenas de flores e dias mais longos, mas de continuidade, de renovação e de esperança. Ao despontar, a estação traz consigo ecos antigos — histórias que atravessaram séculos e que ainda hoje dão sentido ao eterno ciclo da natureza.


Referências (APA 7.ª edição):

Britannica. (2024). Proserpina. https://www.britannica.com/topic/Proserpina

Britannica. (2024). Osiris. https://www.britannica.com/topic/Osiris-Egyptian-god

Hornblower, S., Spawforth, A., & Eidinow, E. (2012). The Oxford classical dictionary (4th ed.). Oxford Univers

segunda-feira, 30 de março de 2026

Semana da leitura Semana do Agrupamento - Diário gráfico

 



O DIÁRIO GRÁFICO DA BEATRIZ

Inês entrevista a Beatriz, para a apresentação do seu diário gráfico, um projeto pessoal e simultaneamente um " work in progress".

Os diários gráficos afirmam-se como uma ferramenta pedagógica diferenciadora, capaz de transformar a relação dos alunos com a aprendizagem, a leitura e a expressão artística. Mais do que um simples caderno de desenhos, o diário gráfico é um espaço de exploração, reflexão e criação, onde palavras e imagens se encontram para dar forma ao pensamento.

Este instrumento promove uma aprendizagem ativa e significativa, centrada na experiência individual de cada aluno. Ao longo das suas páginas, desenvolvem-se múltiplas literacias — visual, verbal e emocional — através do registo contínuo de ideias, observações e vivências.

A prática regular do diário gráfico estimula a criatividade, a capacidade de observação e o pensamento crítico. Permite experimentar técnicas diversas, como o desenho, a colagem ou a escrita livre, ao mesmo tempo que incentiva a construção de narrativas pessoais. Neste processo, o erro deixa de ser um obstáculo e passa a ser entendido como parte essencial da aprendizagem, promovendo a autonomia e a confiança dos alunos.

Num contexto educativo cada vez mais exigente e multifacetado, os diários gráficos surgem como uma resposta eficaz à necessidade de integrar diferentes formas de comunicação e expressão. Ao valorizar o processo em detrimento do produto final, esta prática contribui para formar alunos mais atentos, criativos e reflexivos.

Integrar o diário gráfico no quotidiano escolar é, assim, investir no desenvolvimento de competências essenciais para o presente e para o futuro — aprender a observar, interpretar, criar e, acima de tudo, pensar de forma crítica e autónoma.

Semana da leitura- Semana do agrupamento - Voluntários da leitura

 


Voluntários da leitura: um projeto interciclos de leituras partilhadas

O projeto Voluntários da Leitura promove encontros  entre alunos de diferentes ciclos, centrados na partilha de leituras em voz alta. Esta dinâmica pedagógica assenta numa lógica de aprendizagem colaborativa, em que alunos leitores assumem um papel ativo na mediação do texto, enquanto os alunos recetores desenvolvem competências de escuta, atenção e interpretação.

Do ponto de vista educativo, a leitura em voz alta constitui uma prática reconhecida pelo seu impacto no desenvolvimento da fluência, da expressividade e da compreensão leitora (National Reading Panel, 2000). Ao assumir o papel de leitor, o aluno é desafiado a preparar o texto, a ajustar a entoação e a gerir o ritmo, o que contribui para uma leitura mais consciente e eficaz. Paralelamente, os alunos que escutam beneficiam de um contacto orientado com o texto, reforçando a capacidade de concentração e de construção de sentido.

Para além das competências cognitivas, o projeto valoriza a dimensão social da leitura. A interação entre pares de diferentes idades favorece a criação de vínculos positivos, reforça a autoestima dos participantes e promove um ambiente de aprendizagem mais inclusivo. Esta abordagem está alinhada com evidência que sublinha o papel das práticas de leitura partilhada na motivação e no envolvimento dos alunos (OECD, 2021).

Em termos de hábitos, o projeto Voluntários da Leitura procura consolidar práticas de contacto  com o livro, contribuindo para a formação de leitores autónomos e críticos. A repetição de experiências positivas de leitura tende a associar o ato de ler a prazer e bem-estar, fatores determinantes para a construção de hábitos sustentáveis ao longo da vida.

No nosso agrupamento, este projeto tem vindo a ser sido desenvolvido em vários momentos ao longo do ano letivo.. Nesta Semana da Leitura e do Agrupamento, uma turma do 10.º ano orientada pelo seu professor de Português promoveu uma sessão de leituras partilhadas que decorreu na quinta feira de tarde na Biblioteca Escolar da EBS do Cadaval.

Boas leituras!

sábado, 28 de março de 2026

Semana da leitura - Semana do Agrupamento: Vamos receitar um livro


A recomendação da Maria para a Matilde

 “Vamos receitar um livro” é uma atividade de promoção da leitura que convida os alunos a assumirem o papel de verdadeiros mediadores literários. Partindo da ideia de que cada leitor é único, os participantes são desafiados a escolher e recomendar um livro pensado especificamente para outra pessoa — um colega, um amigo ou um familiar.

Esta “prescrição literária” implica mais do que a simples sugestão de uma obra: envolve conhecer os interesses, gostos, experiências e necessidades do destinatário. Ao fazê-lo, os alunos desenvolvem competências de empatia, reflexão crítica e argumentação, ao mesmo tempo que aprofundam a sua relação com os livros.

A atividade promove, assim, uma leitura mais consciente e personalizada, reforçando a importância da adequação entre leitor e obra. Ao partilhar recomendações fundamentadas, os alunos tornam-se agentes ativos na divulgação da leitura, criando pontes entre livros e leitores e valorizando o papel da literatura no quotidiano.

“Vamos receitar um livro” transforma a leitura num gesto de proximidade e cuidado, onde cada escolha é pensada para tocar, inspirar e fazer crescer quem a recebe.



Joana receita um livro para a  Camille

Receção da Camille à escolha da Joana


Camille recita um livro para a Joana e Receção  da Joana à escolha da Camille



“Let’s prescribe a book” is a reading promotion activity that invites students to take on the role of literary mediators. Based on the idea that every reader is unique, participants are challenged to select and recommend a book tailored to a specific person — a peer, a friend, or a family member.

This “literary prescription” goes beyond simply suggesting a title. It requires an understanding of the recipient’s interests, preferences, experiences, and needs. In doing so, students develop empathy, critical thinking, and reasoning skills, while strengthening their engagement with reading.

The activity fosters a more intentional and personalised approach to reading, highlighting the importance of matching the right book to the right reader. By sharing well-founded recommendations, students become active promoters of reading, building meaningful connections between books and people.

“Let’s prescribe a book” turns reading into an act of care and connection, where each recommendation is thoughtfully chosen to inspire and resonate with its recipient.


Inês recita um livro a Soraia


Receção de Soraia à escolha da sua amiga


Atelier artístico

 

Alunos a desenvolver diferentes projetos 

             A dinamização de pequenos ateliers artísticos de origami e de conceção de pompons em lã constitui uma estratégia pedagógica eficaz para articular a leitura com a ação prática, promovendo aprendizagens significativas nos alunos do 2.º ciclo. Estas atividades, ao integrarem a leitura de instruções escritas e o visionamento de tutoriais em vídeo, estimulam a capacidade de interpretação, a atenção ao detalhe e a sequência lógica de procedimentos.

A leitura de textos de caráter prático — como instruções passo a passo — assume aqui um papel central. Ao contrário de textos narrativos, estes exigem uma descodificação funcional da informação, implicando a compreensão de vocabulário específico, a identificação de etapas e a aplicação imediata do que foi lido. Este processo contribui para o desenvolvimento cognitivo, nomeadamente ao nível da organização do pensamento, da resolução de problemas e da autonomia na aprendizagem.

Simultaneamente, a componente manual associada ao origami e à construção de pompons favorece o desenvolvimento da motricidade fina e da coordenação óculo-manual. A execução rigorosa das instruções obriga os alunos a ajustar movimentos, testar hipóteses e corrigir erros, promovendo a persistência e o pensamento crítico.

O recurso a tutoriais em vídeo complementa a leitura, oferecendo um suporte visual que reforça a compreensão e permite diferentes ritmos de aprendizagem. Esta abordagem multimodal revela-se particularmente eficaz na consolidação de competências, ao conjugar canais visuais, auditivos e cinestésicos.

Em síntese, estes ateliers não são apenas momentos de expressão artística, mas também oportunidades estruturadas para desenvolver competências de literacia funcional, fundamentais no percurso académico e na vida quotidiana dos alunos.