segunda-feira, 30 de março de 2026

Semana da leitura Semana do Agrupamento - Diário gráfico

 



O DIÁRIO GRÁFICO DA BEATRIZ

Inês entrevista a Beatriz, para a apresentação do seu diário gráfico, um projeto pessoal e simultaneamente um " work in progress".

Os diários gráficos afirmam-se como uma ferramenta pedagógica diferenciadora, capaz de transformar a relação dos alunos com a aprendizagem, a leitura e a expressão artística. Mais do que um simples caderno de desenhos, o diário gráfico é um espaço de exploração, reflexão e criação, onde palavras e imagens se encontram para dar forma ao pensamento.

Este instrumento promove uma aprendizagem ativa e significativa, centrada na experiência individual de cada aluno. Ao longo das suas páginas, desenvolvem-se múltiplas literacias — visual, verbal e emocional — através do registo contínuo de ideias, observações e vivências.

A prática regular do diário gráfico estimula a criatividade, a capacidade de observação e o pensamento crítico. Permite experimentar técnicas diversas, como o desenho, a colagem ou a escrita livre, ao mesmo tempo que incentiva a construção de narrativas pessoais. Neste processo, o erro deixa de ser um obstáculo e passa a ser entendido como parte essencial da aprendizagem, promovendo a autonomia e a confiança dos alunos.

Num contexto educativo cada vez mais exigente e multifacetado, os diários gráficos surgem como uma resposta eficaz à necessidade de integrar diferentes formas de comunicação e expressão. Ao valorizar o processo em detrimento do produto final, esta prática contribui para formar alunos mais atentos, criativos e reflexivos.

Integrar o diário gráfico no quotidiano escolar é, assim, investir no desenvolvimento de competências essenciais para o presente e para o futuro — aprender a observar, interpretar, criar e, acima de tudo, pensar de forma crítica e autónoma.

Semana da leitura- Semana do agrupamento - Voluntários da leitura

 


Voluntários da leitura: um projeto interciclos de leituras partilhadas

O projeto Voluntários da Leitura promove encontros  entre alunos de diferentes ciclos, centrados na partilha de leituras em voz alta. Esta dinâmica pedagógica assenta numa lógica de aprendizagem colaborativa, em que alunos leitores assumem um papel ativo na mediação do texto, enquanto os alunos recetores desenvolvem competências de escuta, atenção e interpretação.

Do ponto de vista educativo, a leitura em voz alta constitui uma prática reconhecida pelo seu impacto no desenvolvimento da fluência, da expressividade e da compreensão leitora (National Reading Panel, 2000). Ao assumir o papel de leitor, o aluno é desafiado a preparar o texto, a ajustar a entoação e a gerir o ritmo, o que contribui para uma leitura mais consciente e eficaz. Paralelamente, os alunos que escutam beneficiam de um contacto orientado com o texto, reforçando a capacidade de concentração e de construção de sentido.

Para além das competências cognitivas, o projeto valoriza a dimensão social da leitura. A interação entre pares de diferentes idades favorece a criação de vínculos positivos, reforça a autoestima dos participantes e promove um ambiente de aprendizagem mais inclusivo. Esta abordagem está alinhada com evidência que sublinha o papel das práticas de leitura partilhada na motivação e no envolvimento dos alunos (OECD, 2021).

Em termos de hábitos, o projeto Voluntários da Leitura procura consolidar práticas de contacto  com o livro, contribuindo para a formação de leitores autónomos e críticos. A repetição de experiências positivas de leitura tende a associar o ato de ler a prazer e bem-estar, fatores determinantes para a construção de hábitos sustentáveis ao longo da vida.

No nosso agrupamento, este projeto tem vindo a ser sido desenvolvido em vários momentos ao longo do ano letivo.. Nesta Semana da Leitura e do Agrupamento, uma turma do 10.º ano orientada pelo seu professor de Português promoveu uma sessão de leituras partilhadas que decorreu na quinta feira de tarde na Biblioteca Escolar da EBS do Cadaval.

Boas leituras!

sábado, 28 de março de 2026

Semana da leitura - Semana do Agrupamento: Vamos receitar um livro


A recomendação da Maria para a Matilde

 “Vamos receitar um livro” é uma atividade de promoção da leitura que convida os alunos a assumirem o papel de verdadeiros mediadores literários. Partindo da ideia de que cada leitor é único, os participantes são desafiados a escolher e recomendar um livro pensado especificamente para outra pessoa — um colega, um amigo ou um familiar.

Esta “prescrição literária” implica mais do que a simples sugestão de uma obra: envolve conhecer os interesses, gostos, experiências e necessidades do destinatário. Ao fazê-lo, os alunos desenvolvem competências de empatia, reflexão crítica e argumentação, ao mesmo tempo que aprofundam a sua relação com os livros.

A atividade promove, assim, uma leitura mais consciente e personalizada, reforçando a importância da adequação entre leitor e obra. Ao partilhar recomendações fundamentadas, os alunos tornam-se agentes ativos na divulgação da leitura, criando pontes entre livros e leitores e valorizando o papel da literatura no quotidiano.

“Vamos receitar um livro” transforma a leitura num gesto de proximidade e cuidado, onde cada escolha é pensada para tocar, inspirar e fazer crescer quem a recebe.



Joana receita um livro para a  Camille

Receção da Camille à escolha da Joana


Camille recita um livro para a Joana e Receção  da Joana à escolha da Camille



“Let’s prescribe a book” is a reading promotion activity that invites students to take on the role of literary mediators. Based on the idea that every reader is unique, participants are challenged to select and recommend a book tailored to a specific person — a peer, a friend, or a family member.

This “literary prescription” goes beyond simply suggesting a title. It requires an understanding of the recipient’s interests, preferences, experiences, and needs. In doing so, students develop empathy, critical thinking, and reasoning skills, while strengthening their engagement with reading.

The activity fosters a more intentional and personalised approach to reading, highlighting the importance of matching the right book to the right reader. By sharing well-founded recommendations, students become active promoters of reading, building meaningful connections between books and people.

“Let’s prescribe a book” turns reading into an act of care and connection, where each recommendation is thoughtfully chosen to inspire and resonate with its recipient.


Inês recita um livro a Soraia


Receção de Soraia à escolha da sua amiga


Atelier artístico

 

Alunos a desenvolver diferentes projetos 

             A dinamização de pequenos ateliers artísticos de origami e de conceção de pompons em lã constitui uma estratégia pedagógica eficaz para articular a leitura com a ação prática, promovendo aprendizagens significativas nos alunos do 2.º ciclo. Estas atividades, ao integrarem a leitura de instruções escritas e o visionamento de tutoriais em vídeo, estimulam a capacidade de interpretação, a atenção ao detalhe e a sequência lógica de procedimentos.

A leitura de textos de caráter prático — como instruções passo a passo — assume aqui um papel central. Ao contrário de textos narrativos, estes exigem uma descodificação funcional da informação, implicando a compreensão de vocabulário específico, a identificação de etapas e a aplicação imediata do que foi lido. Este processo contribui para o desenvolvimento cognitivo, nomeadamente ao nível da organização do pensamento, da resolução de problemas e da autonomia na aprendizagem.

Simultaneamente, a componente manual associada ao origami e à construção de pompons favorece o desenvolvimento da motricidade fina e da coordenação óculo-manual. A execução rigorosa das instruções obriga os alunos a ajustar movimentos, testar hipóteses e corrigir erros, promovendo a persistência e o pensamento crítico.

O recurso a tutoriais em vídeo complementa a leitura, oferecendo um suporte visual que reforça a compreensão e permite diferentes ritmos de aprendizagem. Esta abordagem multimodal revela-se particularmente eficaz na consolidação de competências, ao conjugar canais visuais, auditivos e cinestésicos.

Em síntese, estes ateliers não são apenas momentos de expressão artística, mas também oportunidades estruturadas para desenvolver competências de literacia funcional, fundamentais no percurso académico e na vida quotidiana dos alunos.


Festa do lançamento do livro da Ajudaris - Histórias Solidárias 2025

 

Sala de leitura da Biblioteca Municipal do Cadaval

No passado dia 26 de março, a Biblioteca Municipal do Cadaval acolheu a festa de lançamento de mais uma edição do projeto solidário “Histórias da Ajudaris”, num evento que reuniu alunos, docentes, famílias e comunidade educativa em torno da leitura, da escrita e da solidariedade.

A sessão destacou-se pelo envolvimento ativo das crianças dos 1.º e 2.º ciclos, verdadeiros protagonistas deste projeto de escrita colaborativa. Os  cinco textos apresentados resultam de um trabalho coletivo desenvolvido em contexto escolar, onde os alunos assumem o papel de autores, dando voz à sua criatividade e à sua visão do mundo. Estes textos são posteriormente ilustrados por ilustradores solidários, integrando uma obra final que é editada e distribuída a nível nacional.

O momento cultural contou ainda com a participação dos alunos do Clube da Rádio Escola Azul, que assumiram a apresentação do evento e dinamizaram um momento musical coreografado ao som da canção Uptown Funk, de Bruno Mars. Esta intervenção contribuiu para um ambiente de celebração e reforçou o caráter participativo e interdisciplinar da iniciativa.

O projeto “Histórias da Ajudaris”, criado em 2009 no âmbito da ação da Ajudaris, tem como principal objetivo promover simultaneamente a literacia, a cidadania e a solidariedade. Trata-se de uma iniciativa que envolve escolas de todo o país, desafiando crianças a escrever histórias subordinadas a temas ligados a valores como os afetos, o ambiente ou a inclusão.

Factualmente, cada livro resulta de um processo colaborativo que envolve alunos, professores e ilustradores voluntários, sendo posteriormente comercializado com fins solidários. As receitas obtidas revertem para o apoio a crianças e famílias em situação de vulnerabilidade, contribuindo para uma rede de intervenção social alargada.

Em termos de impacto, o projeto tem vindo a consolidar-se ao longo de mais de uma década, tendo já mobilizado milhares de participantes e promovido práticas educativas centradas na participação ativa e na responsabilidade social.

A iniciativa evidencia uma articulação eficaz entre educação formal e intervenção comunitária, promovendo competências de escrita e leitura em simultâneo com valores de cidadania. A integração de momentos culturais, como o proporcionado pelo Clube da Rádio Escola Azul, reforça a dimensão performativa e comunicativa do evento, aumentando o envolvimento dos participantes.


Eventos desta natureza assumem particular relevância no contexto educativo atual, ao aliarem aprendizagem significativa a práticas concretas de solidariedade. A participação ativa das crianças não se limita à produção textual, traduzindo-se num compromisso real com causas sociais.

As professoras bibliotecárias do Agrupamento de escolas do Cadaval, Helena Sacramento e Helena Prieto agradecem a todos os docentes e alunos que participaram neste evento, bem como ao vereador da Cultura Dr. Telmo , ao Diretor do A.E. Cadaval, Professor Paulo Henriques e à Dra. Tânia Camilo Bibliotecária Municipal por todo o apoio prestado.

Queremos também deixar um agradecimento muito especial à Catarina Florência pelo seu incansável apoio com os meninos do Clube da Rádio Escola Azul e ao José Siopa, no apoio técnico e som.



Video dos momentos de preparação e início da festa.

Para saber mais veja a noticia no Face book da Câmara Municipal do Cadaval em

https://www.facebook.com/ 

DIREITO de ANTENA - CAMPANHA ELEITORAL “Miúdos a Votos: quais os livros mais fixes?”



 Estamos a eleger os livros mais fixes…!

A Turma 26, da EB do Vilar, apresenta o seu livro candidato “O monstro das cores” de Anna Llenas.

quinta-feira, 26 de março de 2026