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terça-feira, 18 de outubro de 2022

Vamos ao teatro ver Poesia!!!

 


Oferecida pela autarquia aos alunos do 3.º ciclo, esta atividade proporciona uma experiência de teatro e de poesia que visa sensibilizar os nosso alunos para a riqueza da nossa literatura.

 Focando especialmente na poesia - A poesia não é tão rara como parece - os atores percorrem um variado leque de poemas e poetas de referência da literatura de expressão portuguesa brincando com as diversas formas de poesia desde slogans,  simples rimas, lírica, à poesia épica de Luís de Camões. Tudo isto inserido num contexto que é a história da divertida relação entre o mordomo e o seu senhor, o que muito divertiu os alunos.






terça-feira, 13 de julho de 2021

Espaço criativo - a voz dos alunos




Neste espaço criativo, damos a voz a Leonor Jorge do 5.º ano que gosta de escrever poemas. Partilhamos dois poemas com ilustrações  da sua autoria.


A História de uma Bailarina

Era uma vez uma menina
 chamada Maria que sonhava 
em ser bailarina

Um dia pediu à sua mãe
para lhe comprar um tutu e sapatilhas
 aos seus olhos eram maravilhas.

Quando se vestia parecia que
 o mundo desaparecia.
Pulava e girava, deslizava suavemente.

Decorava os passos na sua mente.
 Ela imaginava o mundo como ninguém
 leões ferozes e cisnes a comer pastéis de Belém
No mundo que ela adorna
o céu era rosa, ao longe avistava-se uma fada 
vestida com cetim e com uma varinha de perlim pim pim.

Maria incompreendida perguntou à fada:
 Ó linda fada sentada num enorme caldeirão!
Como faço para dançar ao ritmo da sua varinha
de condão?

A fada agitou suavemente a sua varinha para encantar o livro
 ativo aquele que sabia todos os imprevistos.
 Quando o livro se abriu pode observar, que o livro sabia 
que o sonho de Maria se ia realizar.

Agora que sabia o que lhe esperava, 
vestiu o tutu e as sapatilhas calçou 
Para o mundo dançou.

Nunca podemos desistir dos sonhos!

Leonor Jorge "A História de uma Bailarina"
 Ilustração Leonor Jorge




O golfinho dos sonhos



Nos meus sonhos existe um golfinho. 
Tão azul como as águas puras do mar. 
Ele anda por cima das nuvens 
Ele adora nadar!

Nada nas nuvens mais fofinhas 
Das grandes até às pequeninas. 
Ele faz-me sonhar com o mar. 
Onde ele também gosta de estar.

Dei-lhe muito carinho e depois pensei:
 - Vou libertar este golfinho! 
Levei-o ao mar e ele nem queria acreditar. 
Não parava de mergulhar!

- Podes ficar!-disse eu.
 -Um dia nos voltaremos a encontrar! 
Enrolava-se nas algas com alegria. 
E eu fiquei cheia de euforia!

Mas nunca hei de esquecer o meu amigo golfinho.
 Que estimo com muito carinho!

 Leonor Martins Jorge "O Golfinho dos sonhos"
Ilustração: Leonor Jorge

segunda-feira, 22 de março de 2021

Poesia e Criatividade - À luz da flor da amendoeira


No dia 21 celebra-se a poesia e a criatividade, por isso decidi partilhar alguma poesia de Carlos Castilho Pais ( 1, 5 e 23) e Gregório Muelas Bermúdez ( 2,3,4 e 25) que foram publicadas no livro À luz da flor da amendoeira.




Estes textos poéticos são pequenas composições inspiradas numa forma poética oriental -  haiku - que é constituída por três versos evocando uma estrutura narrativa. O haiku é  aqui recriado de forma livre, o que permite exprimir a criatividade de cada poeta na captação de um instante temporal como se fosse uma fotografia, um pensamento ou uma constatação.


1

Bem perto da casa 

nasceu um rebento de árvore

Lembro-me do dia


5

Alto da montanha

as árvores já apontam 

o regresso a casa


23

Defesa da terra.

Voltou o tempo da rega

com a rua ajuda


2

No silêncio

 do pinhal o bub bub

duma poupa


3

Um rouxinol 

cala-se, pela vereda

descem duas vozes


4

Uma libélula 

não consegue pousar,

vento nas folhas.



25

Debaixo da sombra

da amendoeira, tocando

a luz de Março



Boas  leituras!




sábado, 28 de setembro de 2019

Outubro - Homenagem a Sophia III




Continuamos o nosso ciclo de homenagens a Sophia de Mello Breyner Andresen que faz este ano 100 anos de nascimento a 6 de Novembro.
Desta vez escolhemos realizar uma ilustração para um poema sobre o mar, um tema recorrente na poesia desta autora. Para despertar o gosto pela leitura, sugerimos alguns títulos que estão expostos em destaque.










Deixamos um desafio às turmas:
Ilustração de um poema de Sophia. A melhor ilustração será publicada na revista da AEC.
Desejamos Boas Leituras




quinta-feira, 6 de junho de 2019

PENSAR FORA DA CAIXA - Um poeta na sala de aula- Manuel Bento

Alves Bento Belisário a.k.a. Manuel Bento apresentou o seu livro de poesia Correntes de Poentropia numa sessão em sala de aula, desta vez  com os alunos do 8.ºA no dia 3 de junho.
Pensar fora da caixa é o que o poeta faz ou se propõe a fazer nos seus poemas, explica-nos o poeta. Escrever poesia é o reflexo dessa atitude inconformista e criativa que é acima de tudo uma maneira de estar na vida.
Qual é a relação entre a poesia e a realidade? Que realidade? A forma como o poeta vê e interpreta as coisas é a realidade sobre a qual escreve. Por isso, a linguagem é diferente da usada diariamente. O universo que cria nos seus poemas está repleto de personagens que são transformadas a partir de pessoas reais . Neste seu livro -Correntes de Poentropia - há referências / dedicatórias a pessoas reias que são o motivo da criação poética.
  Partindo de um dos seus poemas que a professora Anabela Penas lê à turma, Manuel Bento explica conceitos como o belo, a realidade, a criação poética de uma forma que ajuda a compreender a poesia e  o poema lido serve como exemplo da transfiguração da realidade em objecto poético.
Há tempo de perguntas e respostas onde este colega explica as suas opções pelo título do seu livro, a escolha da capa que é uma homenagem a Wassily Kandinski ( pintor russo) e o seu pseudónimo que é outra homenagem, desta vez aos seus pais.
Veja aqui um extrato da apresentação.
Partilhamos também a pintura que o poeta selecionou para a capa do seu livro:

Composição VIII - Wassily Kandinsky

quinta-feira, 2 de maio de 2019

Um poeta na sala de aula - Manuel Bento

Vamos falar de poesia. O que é isso de poesia? O que é ser poeta? Como nasce a escrita de poemas?
Estas entre muitas outras perguntas procuram respostas que embora já muito respondidas ainda não encontraram uma versão única... e talvez seja esta a qualidade intrínseca que faz da poesia uma forma de expressão aberta e ilimitada nas suas variadas tentativas de se definir e redefinir, atualizando-se em cada invenção, em cada processo de escrita, cujo limite é a própria imaginação criativa.
Acima de tudo a poesia é um ato comunicativo, criativo, libertativo, reflexivo... e é disso, entre muitas outras coisas que Manuel Bento, nosso colega de filosofia, veio partilhar com algumas turmas e professores que aderiram ao convite de partilha.
Mais do que uma apresentação do seu livro de poesia Correntes de Poentropia estas sessões pretendem ir ao encontro das questões dos alunos e da sua curiosidade, mostrando a capacidade que todos nós temos de criar mundos alternativos e de sair "fora da caixa".
 A poesia é uma maneira de estar na vida... um diálogo permanente entre tudo... escolhas pessoais constantes.... momentos e pensamentos... produto da inspiração e do trabalho....um desafio pessoal...
Fica ao convite à leitura e à escrita poética como exercício da imaginação e da não conformidade, como uma forma assumida de autorealização e da exaltação daquilo que é original em todos nós.
Para ver um pequeno extrato da apresentação
https://photos.app.goo.gl/UrSTMVaihPFw1vPf7