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sábado, 19 de junho de 2021

Projeto Cientificamente Provável: Sustentabilidade - Uma história

 

                                                           Larouco, Nadir Afonso

No dia 16 de junho, Simão Valente, investigador do Centro de Estudos Comparatistas da Universidade de Letras de Lisboa, esteve na nossa escola a apresentar uma palestra sobre sustentabilidade, intitulada Sustentabilidade - uma história para os alunos do 11.º A e C, atividade promovida no âmbito do Projeto Cientificamente Provável, desenvolvido no eixo de literatura, alinhado ao tema do novo Projeto Educativo, centrado nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, agenda 20/30, e inserido no programa Compromisso Verde em curso.

Levando os alunos num percurso histórico-literário, o investigador dá a conhecer a evolução da relação do homem com a natureza, as origens e evolução do termo sustentabilidade relacionando a cultura europeia e a americana e estabelecendo a ponte com o espaço português, através de obras de referência que espelham essa evolução, entre as quais estão As cidades e as Serras de Eça de Queiroz , Silent Spring de Rachel Carson.


Veja aqui alguns excertos da apresentação

O início da sustentabilidade



A contribuição de Lineu



Pequena biografia

Simão Valente é Investigador Júnior FCT no Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Doutorou-se em Línguas Medievais e Modernas na Universidade de Oxford, onde foi leitor de português e codiretor do Centro Camões. Anteriormente, obteve mestrados em Literatura Francesa e Comparada, pela Universidade de Estrasburgo, e em Estudos Italianos, Ciências da Linguagem e Culturas Literárias Europeias, pela Universidade de Bolonha


quarta-feira, 12 de maio de 2021

Gatafunho e fábula - Oficina de escrita criativa por Sofia Andrade

 


Antes do processo de escrita vem a leitura. A leitura orientada para os processos de escrita que fazem de Fernanda Botelho uma mestre na arte da palavra.

Inspirado no conto A Gata e a Fábula de Fernanda Botelho,  Gatafunho e fábula é o titulo da oficina de escrita criativa que Sofia  Andrade, investigadora do Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras de Lisboa e colaboradora no Programa das Artes Fernanda Botelho, nós propõe. E, assim começa uma aventura de leitura, de sentidos e sensações para os alunos do 10.º e 12.º anos. A aventura da descoberta da escrita criativa de Fernanda Botelho, dos processos e técnicas utilizadas na criação de Calendário Privado (1958), uma viagem pelas palavras e pela sua imensa riqueza estética, pela linguagem recriada com o trabalho e mestria de uma grande escritora.

Passo a passo, num processo exploratório orientado, os alunos vão percebendo a riqueza do vocabulário utilizado, a sua escolha criteriosa, algumas técnicas narrativas e descritivas e intencionalidades múltiplas, apercebendo-se da complexidade do processo de escrita do texto literário - escrita criativa -



   E, neste jogo,  apercebendo-se do processo de leitura, do seu papel enquanto leitor. E, como um ilustrador também é um leitor, nas capas das edições da editora contexto, o pintor Júlio Pomar, aderiu a este jogo de sentidos. Assim o paratexto que é a capa passa a fazer parte do texto. É uma porta de entrada para a narrativa.

Esta atividade foi desenvolvida no âmbito do Programa das Artes Fernanda Botelho e do Projeto Cientificamente Provável

 



 O nosso muito obrigado a Dr.ª Sofia Andrade

quinta-feira, 25 de junho de 2020

Programa Cientificamente Provável | Desafio 2 - Nós e as palavras

No âmbito do desafio 2 do Projeto Cientificamente Provável, Nós e as imagens, foram realizadas três sessões em videoconferência com Simão Valente, professor universitário e investigador do Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa para os alunos do 9.º ano  orientados pelas docentes Aida Santos e Sónia Abreu respetivamente. Estiveram também presentes a mentora deste projeto, Joana Botelho e a PB Helena Prieto.


Decorrente do primeiro vídeo da série intitulada Ways of seeing de John Berger transmitido pela BBC 2 em 1972, disponível no YouTube, surge a apresentação de Simão Valente, que nos vem explicar o que ele chama a “Pré-História da Imagem”, a evolução da imagem e de algumas conceções de representação, os códigos que subjazem a uma gramática da imagem e que vão evoluindo, passando das imagens sagradas nas igrejas com códigos convencionais muito rígidos de representação dos seres divinos a uma progressiva humanização do divino e posteriormente a uma centralidade do humano. A este desenvolvimento na representação aliam-se os meios mecânicos e a divulgação em massa de fotografias e de reproduções de arte através de livros, postais, posters, etc. que torna fácil o acesso à imagem, mas que subverte e descontextualiza a mensagem das imagens e a relação que com elas se cria. Especialmente no século XX e XXI, com a evolução dos mass media como o cinema, a televisão, os novos media, a imagem têm um papel central na comunicação e “ invade” o espaço cultural, alterando a relação entre quem vê e o que é mostrado, uma vez que muito do que é mostrado nos aparece em contextos diferentes do inicial. Por exemplo, é muito diferente ver uma pintura no seu “ lugar” contextual – na igreja, no museu ou galeria de arte – ou num postal, livro ou até filme. Isto porque o contexto físico também faz parte da mensagem, o que faz com que o valor da imagem se altere e adquira diferentes significados. Da obra de arte, única e original, passou-se para um sistema de cópias infinitas totais e parciais – recortes -. A banalização leva à familiaridade. E, esta também muda a interpretação e a relação com a imagem. Observar um quadro num museu, como a Mona Lisa (Museu do Louvre), é uma experiência muito diferente de o ver num postal ou impresso num livro de arte. Observar toda uma pintura ao vivo é diferente de ver partes.

O enterro de Cristo de Fra Angelico

A história da imagem é também a história da forma como nos relacionamos com ela e como interpretamos a sua simbologia. Por exemplo, em O enterro de Cristo (1450) uma pintura de Fra Angelico (1395-1455) que está na Alte Pinakothek de Munique, Alemanha, identificamos seres divinos, as figuras sagradas, como Cristo pelas auréolas douradas em volta da cabeça das personagens. Estas são sempre representadas desta forma, evocando um plano para além do humano. Estas pinturas encontram-se nas igrejas e são utilizadas para contar as histórias bíblicas. Interagem assim com os plano do religioso e sagrado, num espaço também ele sagrado.

O sepultamento de Cristo de Ticiano

O enterro do Conde de Orgaz de El Greco

Com o Renascimento há uma humanização das personagens retratadas. Nesta pintura de Ticiano, (1490-1576), O sepultamento de Cristo (1559) que está no Museu do Prado, Madrid, Espanha, a situação retratada é a mesma: a morte de Cristo. Mas, este aparece retratado de uma forma que o coloca num plano mais humano. 

Pormenor do plano terreno representando personagens humanos de estatuto social  importante- nobreza, alto clero

Posteriormente, o tema da morte, aparece em pinturas como O enterro do Conde de Orgaz (1587) de El Greco (1549-1614), pintura que se encontra na Igreja de São Tomé em Toledo, Espanha, representando personalidades importantes da Alta Nobreza, tem como personalidade central o Conde de Orgaz. Todavia os elementos ligados ao plano do sagrado mantem-se presentes – Cristo, anjos, santos-.


Pormenor do plano divino - Os seres divinos assistem ao funeral deste humano importante - o Conde de Orgaz

Enterro em Ormais  de Gustave Courbet 

Já no século XIX, com O enterro de Ormains (1850) de Gustave Courbet (1819-1877), que se encontra no Museu D’Orsay, Paris, França, observamos uma outra evolução na pintura que, por esta altura, inclui temas do mundo quotidiano. Trata-se da representação do ritual do funeral de uma pessoa comum, sem estatuto divino ou social importante, em que os símbolos do divino são eles próprios representados – A estátua de Cristo aparece no crucifixo. É a arte dentro da arte. O tema central é o mesmo, mas vamos assistindo a uma evolução: Cristo Divino, Cristo Humano, Humano Importante, Humano “ quotidiano”. Este exemplo mostra como as representações do tema da morte evoluíram para progressivamente ficarem mais próximas de nós, chegando assim ao ponto de partida desta apresentação que teve início com o visionamento de um extrato de um vídeo representando um ritual funerário naGanda. Mas, todas estas pinturas, desde o Renascimento ao Realismo, têm em comum a tristeza e sofrimento que estão associados à perda de entes queridos, ao contrário do que nos é mostrado no vídeo, onde os cangalheiros dançam ao ritmo de uma música animada que acompanha o cortejo fúnebre, mais como uma festa, o que na nossa cultura é impensável. O modo como interpretamos a imagem está relacionado com os nossos valores culturais.



Documentário da BBC sobre os Cangalheiros do Ganda


Algumas opiniões dos alunos

Eu gostei muito da apresentação pois fala de aspectos que nós nunca
pensamos e bastante interessantes. A parte que gostei mais foi a parte do
meme do caixão.

Rafael


Eu gostei da sessão do investigador Simão Valente, foi uma aula diferente onde podemos
aprender diversas coisas e ter outros tipos de conhecimentos.

Eliana

A minha opinião sobre a “aula” dada pelo professor Simão Valente é
bastante positiva… achei bastante interessante para além
da motivação e alegria que o professor consegue transmitir para
cada um de nós, fiquei a perceber e a atender coisas novas de
diferentes maneiras.

Beatriz

O que eu achei sobre a videoconferência com o investigador Simão Valente foi gira gostei
aprendi coisas que eu nem sabia, gostei muito da parte quando o investigador Simão Valente
pós aquele vídeo sobre aqueles homens do caixão só não gostei foi quando ele explico o vídeo
depois mas resto eu gostei muito.

Rafael






quinta-feira, 28 de maio de 2020

Programa Cientificamente Provável - Desafio 2 : AS imagens e Nós

Programa CEC COMUNIDADE

Desafio 2

“Missão Possível? não é obrigação, é reflexão!”

 

Tema

As Imagens e Nós


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Sinopse

 

Quem estiver a ler estas palavras vai vê-las rodeadas de imagens: a fotografia de uma sala de aula na página de Facebook da escola ou da biblioteca, ou a publicidade ao lado do artigo de jornal noutro separador, ou as dezenas de memes guardados numa pasta do computador ou no telemóvel. Antes ou depois de se ler este texto, os nossos olhos vão contemplar imagens rapidamente acessíveis, à distância de poucos movimentos dos nossos dedos. Contudo, nem sempre foi assim.

Durante séculos, a representação visual do mundo estava reservada ao quadro no museu ou na igreja. John Berger, historiador da arte, leva-nos a pensar de que maneira nos relacionamos com as imagens à nossa volta.
Tu vês, mas sabes ver?

 

 

Fonte: "Ways of Seeing, John Berger, Episódio 1"

https://www.youtube.com/watch?v=dijaKEzXzD8&t=1570s  

 

 

NOTA Este desafio poderá ser coadjuvado com uma Oficina de Cultura Visual, com a duração de 50 minutos, à distância, orientada pelo Investigador Simão Valente.

 

 Short bio

Simão Valente é professor auxiliar convidado na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde ensina Literatura Comparada. Doutorou-se em Línguas Medievais e Modernas na Universidade de Oxford, onde foi leitor de português e codiretor do Centro Camões. Anteriormente, obteve mestrados em Literatura Francesa e Comparada, pela Universidade de Estrasburgo, e em Estudos Italianos, Ciências da Linguagem e Culturas Literárias Europeias, pela Universidade de Bolonha. É investigador no Centro de Estudos Comparatistas da Universidade de Lisboa.


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terça-feira, 14 de abril de 2020

Projeto Cientificamente Provável - desafio 1 Choose One of Five | Andrew Scott | Figures of Speech



Figures of Speech: “Choose one of Five” 

Fonte: Almeida Theatre

Como parte da série de videos Figures of Speech, levada a cabo pelo Almeida Theatre em Londres, o video Choose One of Five, com interpretação de Andrew Scott (Sherlock), reencena um discurso de Edith Sampson que nos leva a interrogar o propósito e usos de uma educação: o que se faz com este diploma?

O Centro de Estudos Comparatistas da Universidade de Lisboa propõe uma reflexão, lançando este desafio a alunos do ensino secundário, particularmente finalistas, num momento em que essa questão ganha ainda maior relevância. 

Missão possível? não é obrigação, é reflexão!


Partilha as tuas reflexões aqui ou junto do teu professor. Podes comentar por escrito, por voz ou fazer um video.

Desafio ativo de 16  até ao fim do mês de Abril.


sexta-feira, 3 de maio de 2019

Projecto Cientificamente Provável - José Saramago

A terceira palestra deste projecto é da autoria de duas docentes especialista na obra de José Saramago - Lourdes Martins e Célia Carvalho - que, para os alunos do 12.º ano, apresentaram, na tarde de dia 3 de maio, uma perspectiva geral sobre a obra deste autor português ao qual foi atribuído o Prémio Nobel da Literatura em 1998, com enfoque especial na obra O ano da morte de Ricardo Reis que os alunos têm de estudar este ano letivo. Também nos ofereceram o seu livro Reler José Saramago Paradigmas Ficcionais que escreveram em conjunto com Paula Pires Santos e Helena Silva.
Lourdes Martins, numa primeira parte da apresentação, centra-se na evolução da obra de Saramago que assenta num diálogo permanente entre a história e a ficção ( a matriz), dando através dela voz aos personagens históricos que na História não a têm como acontece, por exemplo, em Levantados do Chão ou o Memorial do Convento. A palestrante explica a evolução da obra que se pode encaixar em ciclos diferentes segundo a temática e a perspectiva do escritor que se vai alterando fruto das modificações do contexto cultural e da evolução da sociedade a que não está alheio.
Célia Carvalho, numa segunda parte desta palestra, centra-se na apresentação das características da obra O ano da morte de Ricardo Reis, chamando uma especial atenção para as questões do intertexto, um dos alicerces deste romance. E como podemos identificar o intertexto?  Identificando as fontes  que o autor utilizou para caracterizar espaços e personagens, incluídas no texto. A linguagem destes textos são citações explicitas ou implícitas dentro da teia textual. Por sua vez, esta intertextualidade traduz-se numa familiaridade do leitor com o texto, uma vez que existem imensas referências a obras e figuras literárias importantes da nossa literatura como Camões, Fernando Pessoa, Cesário Verde por exemplo. Há um espaço " de viagem " pela cidade de Lisboa que também é uma viagem pela literatura portuguesa.
A obra  O ano da morte de Ricardo Reis vai buscar elementos familiares aos leitores com referências à história e à literatura. Camões, Fernando Pessoa. A narrativa é fechada: está terminada antes de se ter começado a ler. Todas as personagens estão mortas. 
Porquê Ricardo Reis? Para dar possibilidade a que este se envolva com o que o rodeia. Em contraponto com a indiferença que o caracteriza enquanto personagem criada por Fernando Pessoa.
 Porquê 1984? Quando os problemas que havia em 1936 já não existem? Para desafiar o leitor.  Ricardo Reis é duplamente ficcional. A personagem é recuperada a explorada criativamente por Saramago. O intertexto é estrutural nesta obra. A caracterização do personagem é copiada de caracterização já feita por Fernando Pessoa. São recuperados poemas já escritos de Ricardo Reis. A personagem de Fernando Pessoa é caracterizada com base em várias fontes como jornais, biografia, elogio fúnebre. Há muitas obras dentro da obra. Identicaficam-se porque a linguagem muda. Há personagens que são memórias de Ricardo Reis como Lídi. A baixa de Lisboa é o espaço de referências literárias a Virgílio, Camões, Cervantes etc. É um puzzle e nós movimentamo-nos dentro dele. E, movimentam-nos  melhor se conhecermos as referências literárias que vão desde a lírica trovadoresca ao próprio Fernando Pessoa. Também é uma viagem pela história em retrospectiva até a 1936.  Este texto mostra a importância de agir e de intervir. Deixa-nos a mensagem de que é importante alterar o destino. O que é preciso é impedir que o destino seja destino.
Às palestrantes e a Joana Botelho o nosso muito obrigado.






sexta-feira, 26 de abril de 2019

Gil Vicente - palestra: projeto Cientificamente Provável


No dia 1 de maio na Biblioteca escolar, decorreram duas sessões da palestra sobre Gil Vicente, apresentadas pela Dr.ª Sofia Andrade, que veio de Itália de propósito para esta apresentação e que nos levou pela história da literatura portuguesa, sua área de eleição e predileção, desmistificando a ideia generalizada de Gil Vicente enquanto " pai do teatro português".
Estas palestras, desenvolvidas no âmbito no Projeto Cientificamente Provável, coordenado no nosso agrupamento pela coordenadora do Departamento de Línguas, Alice Oliveira, e trazido até nós pela arquiteta Joana Botelho, através do Centro de Estudos Comparatistas  da Faculdade de Letras -Universidade de Lisboa, destinaram-se aos alunos do 9.º ano que contactam pela primeira vez com este dramaturgo através da leitura e estudo da obra O Auto da Barca do Inferno.
Para além de contribuir para uma melhor compreensão da obra e do contexto cultural em que viveu Gil Vicente, a palestrante reforçou a importância da língua portuguesa no mundo, partilhando a sua experiência enquanto docente numa universidade italiana onde ensina literatura portuguesa em português e da motivação dos seus alunos para aprender a nossa língua, motivação essa consubstanciada no empenho com que estes se dedicam a dar vida às peças de Gil Vicente, como vimos no video no final da sua apresentação que partilhamos.


sexta-feira, 29 de março de 2019

Projeto Cientificamente Provável - palestra sobre Os Maias


O Projeto Cientificamente Provável está a ser desenvolvido na área da Literatura por intermédio da arquiteta Joana Botelho, neta da escritora Fernanda Botelho, que é o elo de ligação entre a escola na pessoa da coordenadora do Departamento de Línguas, Alice Oliveira, e o centro de Investigação de Estudos Comparatistas da faculdade de Letras - Universidade de Lisboa.
Este projeto visa proporcionar oportunidades de desenvolver a literacia literária dos nossos alunos e envolve palestras por especialista, visitas  de estudo, work shops...
Esta primeira atividade realizada na nossa biblioteca trata-se de uma palestra, destinada aos alunos do 11.º ano, apresentada pela Dr.ª Sandra Barbosa, investigadora, e que está atualmente a fazer o seu doutoramento sobre a obra de Eça de Queirós.  A palestra, levou à melhor compreensão desta obra e do seu autor, inserida  num contexto cultural e social que caracterizou de forma a valorizar ambos.
A valorização do estilo de Eça de Queiróz foi desenvolvida através de uma atividade que se centrou essencialmente na apresentação de textos que revelam a dicotomia da leitura informativa e da leitura literária, valorizando e destacando a riqueza literária da escrita queirosiana pela comparação entre resumos e extratos da obra. Os alunos foram desta forma sensibilizados para melhor apreciarem a plasticidade e riqueza estilística e literária d'Os Maias, obra de destaque  que é estudada neste ano de escolaridade e que é uma referência da nossa literatura.
Importa referir que estes alunos, também no âmbito deste projeto visitaram uma exposição na Fundação Calouste Gulbenkian sobre Eça de Queiróz.
Mais atividades estão programadas para breve...